O Novo Caminho
O coração segue direções que, no início, não compreendemos muito bem.
Há uma saudade que nos move numa busca incessante de Deus e, trilhamos, em parte, caminhos que nos parecem corretos, e em parte os que nos dizem ser o caminho.
Contudo, há momentos que nos abatem: as estruturas se tornam pó e nada mais parece fazer sentido. Aquela estrada que sempre trilhei e sustentei, que arduamente cuidei, limpei e convidei outros a seguirem comigo, de repente, não chega a lugar algum.
Sou obrigado a
me deparar com o nada. Nada à frente. Todos os passos que achei que me fortaleciam já não me sustentam, e sou levado ao chão.
Entre pó e lágrimas me encontro, me desfaço e não me resta alternativa senão me reconstruir com o que sobrou. A aridez se faz companheira.
Contudo, nessa alquimia, novos elementos surgem: novas ideias, novas perspectivas que despontam como flores em meu coração vencendo o clima agreste.
Ah, como é pequena e limitada a visão que temos de nós mesmos! Ela nos faz crer que já sabemos tudo, que já chegaremos. O abalo, porém, se revela misericordioso. Que estranho e belo é esse processo que revolve todas as substâncias do nosso ser: queima o que não serve e aquece o que ainda precisa amadurecer antes de seguir conosco no caminho.
O sofredor não sabe, mas está sendo purificado.
Eis que surge um novo caminho.

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