A terceira lei de Newton, a misericórdia divina e o sentimento diante da "morte"



A fé (tema que já tratamos aqui: http://barconavegante.blogspot.com.br/2013/08/a-fe-montanha-e-fatalidade.html) é condição indispensável ao homem. Sentimento natural, dilata-se de acordo com a compreensão de verdades espirituais. Isto porque, quando se compreende realmente algum fato, nada abala esta crença, pois a fé estará pautada na razão, no conhecimento, na ciência e na lógica.

Quando o Cristo nos ensina que a cada um será dado segundo as suas obras, acaba por dar uma aplicação moral a um principio científico:  a terceira Lei de Newton, conhecida como lei da ação e reação, na qual toda ação tem reação no sentido oposto e na mesma intensidade. Não há ação sem reação. 

Deus, que é o criador do Universo e também dos postulados científicos, obviamente não revogaria as suas próprias leis. Portanto, tudo o que fazemos causará reações e, naturalmente, seremos responsáveis por elas.

Diante das sucessivas encarnações armazenamos em nosso íntimo diversas crenças, informações culturais e de tradição que influenciam o nosso comportamento. Entretanto, há sempre a possibilidade da mudança, de acordo com o meio em que vivemos, e o nosso esforço em adquirir novos parâmetros comportamentais.

Muitas vezes adotamos uma conduta que julgamos inadequada de antemão, e prosseguimos no nosso intento. Outras vezes, percebemos posteriormente os resultados, frequentemente não desejados, dos nossos atos. O importante é notar que, independentemente do momento em que adquirimos esta percepção, inegavelmente arcaremos com as conseqüências.

Contudo, o Criador, em sua infinita bondade, abranda esses débitos de acordo com o nosso esforço no bem e nosso merecimento. Isto é a misericórdia divina. Como escreveu o pescador de Cafarnaum, o amor cobre uma multidão de equívocos.

Por tais razões, importante questão é tratada por Kardec no Livro dos Espíritos:

961. No momento da morte, qual o sentimento que domina a maioria dos homens: a dúvida, o medo ou a esperança?       — A dúvida para os céticos endurecidos; o medo para os culpados; a esperança para os homens de bem.

Em um exercício de autoconhecimento, caso faça uma análise da sua consciência, e percebendo a cortina final em sua frente, qual o sentimento que lhe toma o coração?

Essa reflexão mostra-se produtiva na mesma proporção de honestidade que conseguir aplicar para com você mesmo. Não é fácil se olhar no espelho e analisar friamente as suas condutas. Mas é assim que se pode verificar a necessidade de novas estratégias e resgate de valores que ficaram esquecidos.

Lembrando sempre de Jesus, nossa referência, nosso modelo, nosso guia. Ele representa o caminho, a verdade e a vida.


Devemos viver à nossa maneira, mas nunca perdendo a luz do Mestre como o Farol a guiar nossas rotas.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Instrumento desafinado

A Alquimia