Michelangelo, Esforço Divino e a Lei de Justiça, Amor e Caridade





Observando a linda "Criação de Adão" de Michelangelo, é possível observar o esforço que Deus faz para alcançar o homem, entretanto, muitas vezes nós agimos como o Adão ali representado e engendramos poucas forças para alcançá-lo...

Através do seu incondicional amor, Deus nos presenteia com o Espiritismo, pois com uma ótica dentro da doutrina podemos tratar de diversas situações de nossas vidas, dentro das quais, sempre haverá uma mais constante do que outra.

Notamos, portanto, a dedicação do Criador em nos fornecer recursos para entendermos coisas elementares de nossa existência.

Tal como as leis criadas pelos homens que disciplinam a vida em sociedade, de forma muito confortadora a Doutrina nos ensina sobre as Leis Morais que regem o Universo e que podem nos ensinar muitas coisas interessantes e úteis para trilharmos um melhor caminho aqui no planeta

Ora, se precisamos ter um mínimo de conhecimento das leis humanas para convivermos dentro daquilo que elas estabelecem, o que não deveremos saber sobre estas Leis que afetam diretamente nossas vidas?

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Nesta oportunidade trataremos exclusivamente sobre a denominada Lei de Justiça, Amor e Caridade, constante na 3ª parte do Livros dos Espíritos, mas é imprescindível analisarmos uma importante característica das Leis Morais (sim! São várias).

Conforme as questões 614 e seguintes do Livro dos Espíritos, estas Leis são as únicas necessárias à nossa felicidade e nos dão a direção a ser seguida, pois, assim como Deus, elas são imutáveis. Portanto, fica bem claro que elas sempre nos indicarão o mesmo caminho, resultando na seguinte conclusão: se percebemos que nossa vida não está indo bem, precisamos de alguma forma fazer algum ajuste para nos adequarmos as Leis de Deus.

Contribuindo com o estudo de tais Leis, Joanna de Ângelis destaca:


"Invioláveis, constituem o roteiro de felicidade pelo rumo evolutivo, impondo-se, paulatinamente, à inteligência humana, achando-se estabelecidas nas bases da harmonia perfeita em que se equilibra a Criação.
Reveladas através dos tempos, a pouco e pouco, não se submetem às injunções transitórias das paixões humanas, que sempre desejaram padronizá-las ao próprio talante, submetendo-as às suas torpes determinações.
Inspiradas à Humanidade pelas forças vivas da Natureza desde os dias do "homem primitivo", passaram a constituir a ética religiosa superior de todos os povos e de todas as nações.
Leis naturais de amor, justiça e eqüidade, são o fiel da conquista do Espírito que, na preservação dos seus códigos sublimes e na vivência da sua legislação, haure o próprio engrandecimento e plenitude.
O desacato, a desobediência aos seus códigos engendram o sofrimento e o desalinho do infrator, que de forma alguma consegue fugir ao reajuste produzido pela rebeldia ou insânia de que se faz portador." (LEIS MORAIS DA VIDA, psicografia de Divaldo Franco, Salvador, Ed. Alvorada, 1977).

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SOBRE A JUSTIÇA

Neste aspecto, percebemos que, de fato, o sentimento de justiça é algo natural, e inevitavelmente o nosso progresso o purifica, tal como a nossa moral, tanto que quando vemos alguma injustiça, de imediato fazemos uma valoração da situação de acordo com os nossos conhecimentos (completamente subjetivo).

Com efeito, encontramos homens desprovidos de formação acadêmica com um senso de justiça mais exato do que pessoas com formação em academias e detentoras de títulos.

Interessante também é o conceito de Justiça que extraímos na questão 875 do Livro dos Espíritos: “A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um”, todavia, por razões de nossa deficiência moral e paixões inferiores, acabamos por desvirtuar este conceito quando violamos os direitos das outras pessoas.

Como consta em Coríntios, o amor é a virtude mais importante, porque ela é quem equilibrará nosso sentimento de justiça, conforme veremos a frente.

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CARIDADE E AMOR AO PRÓXIMO

O conceito de caridade que nos é dado pela questão 886 é: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

Desta forma, para que a justiça seja bem praticada é imprescindível o amor e a caridade, pois só assim os direitos das outras pessoas serão respeitados, observando ainda a máxima “amar o próximo como a si mesmo”, respeitando-o como gostaríamos de ser respeitados.

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NOS MOMENTOS DE DIFICULDADE....

Devemos perguntar ao Amor qual é a melhor escolha, buscar nas orações a paz e a força necessária para não nos envidarmos por caminhos que nos levem ao arrependimento, olvidando as sugestões dadas pelo orgulho ferido, pela vaidade atacada, pelo egoísmo reprimido...

Sigamos o caminho do Amor, pois descobriremos em nós forças até então desconhecidas, pois é muito mais fácil o revide, a devolução da ofensa. O perdão, a paciência e a compreensão são muito mais exigentes de serem colocadas em prática. Nisto reside a “porta estreita”.

Todavia, é certo que ao escolhermos este caminho, a tranquilidade inundará nossas vidas, pois deixaremos de lado algumas pequenezes de nossa alma e seguiremos em direção ao Criador, pois estaremos realizando as escolhas corretas.

O amor suporta, espera e nunca falha.

A fé, por sua vez, é acreditar, é ter certeza de que:

1) Deus está do nosso lado nos sustentando;

2) De que reunimos as condições necessárias para administrarmos os desafios que nos são apresentados, pois se assim não fosse, o Pai não permitiria que eles se apresentassem;
3) A fé que move montanhas, move montanhas de dor, sofrimento, angústia, tristeza e outros estados negativos de nossa alma... 
A importância do estudo das Leis Morais reside na obtenção de conhecimento que não nos permita desviar-nos do caminho ante a dificuldade.

Irmãos, sigamos em frente como discípulos do Mestre Jesus, tendo a certeza de que seremos vitoriosos, pois conforme escreveu Chico Xavier: 

“Ave, Cristo! Os que aspiram à glória de servir em teu nome te glorificam e saúdam!”

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